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sábado, 15 de outubro de 2011

Tenho que fazer um desabafo.

Estou estrepado. Academicamente.

Duas provas, dois seminários. Estudo, praticamente zero.


Terei que fazer um pacto demoníaco para conseguir cumprir todos os meus prazos.



Atualização:

Essa é a minha agenda para a semana:


18/10 – Dona Guidinha do Poço 82/220 páginas (fudeu) 
18/10 – Prova Visão Crítica (fudeu mesmo)
19/10 ― Prova de Espanhol (fudeu)
19/10 ―No caminho de Swann 55/414 páginas (fudeu) 

Não gosto de usar palavrões aqui, não sei muito bem o motivo. Acho que é por este blog ser um blog de família. Enfim... O problema é que não encontrei nenhuma palavra que exprimisse com tanta acurácia o meu estado de desencanto e pavor.

domingo, 2 de outubro de 2011

A gênese do café-chicória

Eu ia criar uma paródia bíblica aqui. Não a farei por dois motivos: primeiro por que ficaria ruim e segundo por que me daria muito trabalho. E eu não gostaria que mexessem com a minha religião, caso eu tivesse, em um blog, então vamos manter a compostura. Ao menos por enquanto.

Viu! Estou conseguindo ser prolixo de novo! Isso é deveras oportuno.

O café-chicória não nasceu de chofre, como eu gostaria que tivesse acontecido. Ele foi a borboleta que metamorfoseou-se do verme conhecido como Apocalipse Semanal, blog que também não era grande coisa (larva de blog). Enfim, este post não falará da minha trajetória no blog, já que seria inútil por dois motivos: primeiro porque ocultei todas as postagens anteriores e segundo porque nunca tive leitores suficientes para considerar o blog algo visitado. E também porque isso seria demasiado enfadonho.

Encontrei no livro "A arte da escrita", coletânea de textos do Schopenhauer, uma comparação interessante.

'Para os autores gregos e latinos, as traduções alemãs são um substituto tão bom quanto a chicória é para o café."
Assim, tudo faz sentido agora, certo?

O café-chicória é um blog sobre tradução de café.

Não.

O café-chicória é um blog que faz uma leitura da realidade tão boa quanto a chicória é boa substituta para o café.

E tenho dito.


sábado, 1 de outubro de 2011

Zero

Não seria o zero a perfeição absoluta? Sem arestas, sem ângulos e essas porcarias todas.

Acho que é o Budismo que prega que a ausência de desejos é a condição para a felicidade plena ou algo do tipo. O Schopenhauer, grande filósofo muito mal lido por mim (tanto em qualidade de leitura quanto em quantidade) adotava essa ideia, eu acho. Ou tentava adotar. Ou fingia que adotava.

Bem, tanto faz. O que importa é que eu não adoto o zero. O zero não existe.

Seguinte:

Tentarei ressuscitar mais uma vez este blog. Será uma tentativa de retorno ao âmago das coisas.

Continuarei não dando a mínima para a redação do texto. Tentarei colocar o mínimo de monitoração possível aqui. As coisas sérias vão para o WU-HU. Ou ao menos as coisas pretensiosas.

As postagens anteriores foram guardadas, pois o passado me assusta. Talvez, algum dia elas voltem. Ou não.